segunda-feira, 9 de maio de 2011

ATITUDES DE UMA MÃE EXEMPLAR


Em ocasião do dia das mães, quero pedir licença aos homens, pais e filhos para trazer uma mensagem especial a essas mulheres. Pensar num exemplo bíblico para trazer algo especial às mães é lembrar-se da ação corajosa destas mulheres, que muitas vezes abrem mão de suas próprias necessidades em favor de seus filhos. Desta forma, quero como exemplo, tomar algumas atitudes de uma heroína da Palavra de Deus: Maria, mãe de Jesus.
Quero convidá-los para que, juntos, reflitamos na vida de vitória e amor que envolveu Maria e tirarmos lições preciosas para as nossas vidas.
-Maria vivia na graça de Deus (Lucas 1: 28)
Ela não foi favorecida apenas por ser escolhida para ser mãe do Salvador, antes, era uma mulher segundo o coração de Deus. Não questionou o Senhor em relação à mensagem do anjo, mas creu na vontade de Deus.
-Maria buscava discernimento por parte do Senhor (Lucas 1: 29)
Tomar decisões neste mundo exige algo especial que não encontramos por aqui. A falta de discernimento ou sabedoria tem trazido ruína para famílias, igrejas, empresas e outros. Maria, ao receber a notícia do anjo, buscou discernimento de Deus para entender o que significaria aquela mensagem (vs. 30).
-Maria manifestava a sua opinião (Lucas 1: 34)
Possuindo a graça e o discernimento de Deus, Maria queria manifestar o que estava pensando e a incomodando naquele momento. Uma coisa que uma mãe nunca deve fazer é calar-se diante de algo que a está incomodando. “Se você acha que seu filho está fazendo algo de errado, não fique calada, fale. Se for seu marido, do mesmo modo. Ou em qualquer outra situação que possa estar tirando a paz do seu coração”.
-Maria era comprometida com Deus (Lucas 1: 38)
O comprometimento de uma mãe pode transformar um filho, um marido, um lar, seu bairro... Maria se comprometeu em ser um instrumento nas mãos de Deus.
- Maria tinha uma grande fé (Lucas 1: 45)
Mesmo não vendo, mesmo não sentindo, Maria creu que a Palavra do Senhor se cumpriria em sua vida. Qual é o tamanho da sua fé? Pode ser que Deus demore em trazer a resposta das suas orações. Mantenha-se firme.
Outras atitudes de Maria que vemos na Palavra de Deus é que ela não buscou tomar o lugar de Jesus (Mt 1:18), foi submissa a Deus e ao seu marido (Mt 2:13,19,20), não era super protetora (Lc 4:29), foi solidária a seu Filho até nos momentos mais difíceis (João 19:25).
Hoje, mães, vocês têm duas opções: o de permanecerem no papel cultural de mães, ou assumirem a missão de serem mães que começam em Deus que se revela em vocês. Que Deus possa abençoá-las, enchendo-as dos atributos que Maria possuía, tão necessários para nosso dia-a-dia.
Deus vos Abençoe!

Rev. Rodrigo da Costa Santos.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

POR QUE COMEMORAMOS A PÁSCOA?

Em nossos dias, temos alguns pensamentos que divergem do verdadeiro significado da páscoa. Muitos estão na expectativa do grande dia para saborear as diversidades de ovos de chocolate que são vendidos. O ovo de páscoa que temos hoje, apareceu graças ao desenvolvimento da indústria de chocolate em 1828. Alguns dizem que foram os anglo-saxões os primeiros a usarem o coelho como símbolo da páscoa. Outros, no entanto, o relacionam ao culto da fertilidade que era celebrado pelos Babilônicos, e mais tarde, levado para o Egito. Outra lenda diz que em 1215, na Alsácia (França), um dos coelhinhos da floresta foi o escolhido para levar um ninho cheio de ovos ao principezinho que estava doente. Mas a pergunta que fica é: Por que comemoramos a páscoa?
A páscoa tem sua origem no Egito, esta palavra por sua vez significa “passagem”; passagem da escravidão do Egito para a terra prometida, da opressão para libertação. Em Êxodo 12, temos a instituição desse memorial. Primeiramente, o significado histórico da páscoa é a libertação: o povo de Israel era escravo na terra do Egito, e Deus, milagrosamente os libertou através de seu servo Moisés. Segundo, o significado profético da Páscoa é a redenção: “Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado” (1Co 5.7). A páscoa era uma convocação santa e uma espécie de comemoração perpétua do livramento de Israel da morte. Era um testemunho permanente de que a sua salvação era através do sangue do cordeiro. O cordeiro que foi morto pelos israelitas fala de Cristo, o Cordeiro de Deus; pois o sangue do cordeiro apontava para o sacrifício de Cristo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo. ( Jo 1: 29)
“Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi; que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1Co 15:3-4). Celebrar a páscoa significa valorizar uma nova vida que temos em Cristo, pois fomos libertos da escravidão para vivermos livres. “Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo!”(2Co5:19) Este Homem morreu por VOCÊ; morreu por mim. Veio para morrer. Mas que proveito adviria de um Salvador morto? Ele tinha que viver!
Aquele que estava morto, reviveu. Foram-se as trevas. Resplandeceu o sol. A vida recebeu um novo significado. Hoje, a morte e a ressurreição de Cristo são demonstradas através da Ceia do Senhor. Por ocasião da última páscoa, Jesus tomou dois dos elementos que faziam parte da páscoa e, transformou a antiga páscoa na Ceia do Senhor Jesus. A páscoa judaica havia cumprido seu propósito, pois, profeticamente, ela apontava para o sacrifício de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus (João 1: 29). O Êxodo deu vida à nação de Israel. O sacrifício de Cristo fez nascer a Igreja, um povo proveniente de todas as nações. “Enquanto comiam, tomou o pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. E, tomando o cálice e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos. Porque isto é o meu sangue, o sangue do Novo Concerto, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados” (Mt 26: 26-28).
Hoje, temos o privilégio de celebrar a Páscoa (Ceia do Senhor) por causa do poderoso triunfo do Filho de Deus sobre o pecado, a morte e o inferno. Em sua morte, Cristo deu significado e ampliação à páscoa. A páscoa, por sua vez, apresenta o esclarecimento e a interpretação da cruz. A páscoa é a sombra; a cruz é a substância. A páscoa é o modelo; a cruz é a perfeição.
Você já recebeu em seu coração esse maravilhoso Salvador que triunfou sobre o pecado, a morte e o inferno? E, se já o fez, o Cristo Vivo já se tornou o poder de Deus em sua vida?
Deus nos Abençoe!



Rev. Rodrigo Santos

segunda-feira, 4 de abril de 2011

CULTIVANDO A ARTE DE “DESAJOELHAR”

CULTIVANDO A ARTE DE “DESAJOELHAR”


Por natureza, ou vaidade humana, queremos que os outros se ajoelhem diante de nós. No entanto, precisamos aprender arte de “desajoelhar” nossos próprios adoradores. Podemos seguir o exemplo de Simão Pedro. Quando o centurião Cornélio se ajoelhou diante do apóstolo em Cesaréia, ele o fez levantar-se, dizendo: “Levante-te, eu sou homem como você” (At 10: 26). E também o de Paulo e Barnabé. Quando a multidão de Listra começou a tratar os dois missionários como deuses em forma humana, e o sacerdote de Zeus trouxe bois para sacrificar e coroas de flores para eles. Porém Paulo e barnabé “rasgaram as roupas e correram para o meio da multidão, gritando: Homens, por que vocês estão fazendo isso? Nós também somos humanos como vocês”. (At 14: 14 – 15) Essa difícil arte de “desajoelhar” os outros pode ser aprendida também com aquele anjo que, em duas ocasiões diferentes, repreendeu o apóstolo João por ter se ajoelhado diante dele: “Não faça isso! Sou servo como você e seus irmãos, os profetas, e como os que guardam as palavras deste livro” (Ap 22: 9) Se, por trás de Pedro, Paulo, Barnabé e do anjo estava a glória de Deus, e se eles eram apenas seus instrumentos, Cornélio, o povo de Listra e João tinham de dobrar os joelhos, não diante deles, mas diante de Deus. Aí está o segredo da arte de “desajoelhar”. Muitos, levados pelo egoísmo, soberba e prepotência, desenvolvem uma arte persuasiva de coagir os outros a se ajoelhar diante de si. Muitas vezes pela “lábia”, pela exibição, pelo poder econômico, pela cultura do prestígio, pelos dons naturais, pela mentira, pelo ilusionismo, pelo medo, pela pressão e até mesmo pelos poderes demoníacos. Temos que desenvolver esta arte de “desajoelhar”, porque sempre há aqueles que estão dispostos a dobrar os joelhos a qualquer um que demonstre ser alguma coisa e saiba cultivar esse tipo de culto. Há muitos líderes de igrejas que buscam prestígios para si e desejam ser o centro das atenções, tentando colocar todos aos seus pés. Alguns tentam até comprar esse tipo de poder, como fez um homem chamado Simão, o Mago. Aquele homem de Samaria, que chamava a atenção de todos para si mesmo por meio da feitiçaria. Todos se admiravam ao ponto de exclamarem: “Este homem é o poder divino conhecido como o Grande Poder” (At 8: 9 – 10). Quando Filipe aparece por lá, fazendo milagres pelo poder do Espírito Santo, Simão ficou admirado e ofereceu dinheiro ao apóstolo para receber o mesmo poder em benefício de sua projeção pessoal. A palavra de Deus nos ensina a nos curvarmos e adorarmos a Deus, não a homens. “Adore o Senhor, o seu Deus, e só a ele preste culto” (Mt 4: 10). Lamentavelmente, até mesmo aqueles que têm uma capacidade especial para ser usada em benefício do Reino de Deus, muitas vezes, estão usando esse talento em benefício próprio, em busca de melhores condições pessoais e honrarias. A parábola dos talentos em Mateus 25: 14 – 30 nos ensina uma lição com relação a isso: “ O perigo de não multiplicarmos os nossos talentos em benefício do Reino e esconder para nós mesmos “, v.18 “abriu uma cova e escondeu...”. Precisamos entender que somos instrumentos nas mãos de Deus para servi-lo e glorificá-lo em sua soberania e naquilo que ele nos confiou dons e talentos.

Deus nos Abençoe!


Rev. Rodrigo da Costa Santos.

 
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